Fuchslied

Música alemã: Fuchslied (canção da raposa)

Ich fahre und fahr in einer Kugel aus Glas Aus Wolken und Luftballons, aus Regen und Gas Ich fahre und fahr mein ganzes Leben entlang

Ich fahre und fahre und halte nie an. Ich fahr dorthin, wo mich keiner kennt Ich fahr dorthin, wo der Himmel am meisten brennt Pferde galoppieren vorbei Und ich weine, ich weine, ich weine, ich weine Blei. Ich fahr in einer Kugel aus weißem Wind Gezogen von Vögeln, die nachtblind sind Fliegen und Liegen, Fallen, Bleiben und Schweben Wie Seifenblasen Ich bleibe am Leben. Ich fahr hinein in die dunkle Nacht Der Fuchs im Wald hat wie du gelacht Der Regen ist rot, und ich fürchte mich Doch ich fahre und fahre und fahr, doch ich vergeß dich nicht.

Príncipe Henrik

Dinamarca está de luto hoje. Bom, pelo menos a família real está de luto. Morreu ontem de noite o marido da rainha, o príncipe Henrik.

Pelo que entendi, ele já estava hospitalizado desde o final de janeiro, mas ele morreu no castelo Fredensborg com a família. Com 83 anos, sofria de demência e estava com infecção pulmonar.

A questão agora é quem vai tocar a produção de vinho. Principe Henrik era francês e tinha uma vinícula. Será que será vendida?

Ano novo

No dia 16 de fevereiro começa o ano novo chinês… 2018 será o ano do cão.
Nas ruas haverá muita gente vestida de vermelho, que é tradição. Pode parecer estranho para nós. Pense que também há muita gente que também acha estranho que no Brasil é tradição vestir-se de branco para o ano novo. Aqui na Dinamarca, o povo veste preto. Cada doido com sua mania, não é mesmo?

Todo início de ano novo chinês, eu gosto de ler as previsões do horóscopo para o meu signo. No horóscopo chinês há 12 signos, um por ano. O meu é serpente.

Segundo a previsão, o ano do cão será um bom ano pra mim. Demorou!!

FFF

Tenho me deparado com gente que acha que porque chegou aos 40 anos a vida acabou. Peloamordedeus!

Conheço tanta gente acima de 60 anos que têm mais energia que eu, que curtem mais a vida, divertem-se, fazem muitas atividades e viagens, e se sentem bem dispostos. Idade é somente um número. O importante é a atitude, como a gente se vê.

Tem uma expressão dinamarquêsa que é FFF (fyrre, fed, færdig) e quer dizer: quarentão, gordo e acabado.

Isso não anima ninguém. Fala sério.

Prefiro o FFF inglês que encontrei hoje. Forty, Fit, Fabulous: quarentona, em forma, maravilhosa!!!!

Sagu

Fiz sagu para matar a saudade. Achei numa loja de produtos tailandeses “tapioca pearls”, em tamanhos diversos. Comprei as menores, pois pareciam mais com sagu que se compra no sul do Brasil.

Sul do Brasil… Eu nem sabia que sagu era sobremesa mais típica do sul. Como é feito de tapioca, achei que fosse do país todo, mas minhas amigas de Minas e da Bahia não conheciam.

Achar sagu no exterior foi a vitória número um. Encontrar o vinho certo, esse ainda estou pra encontrar, mas acho que o de hoje foi uma melhor escolha que o da última vez.

Acho que no Brasil a gente compra daqueles vinhos de mesa horríveis, tipo Sangue de Boi, e vai esse mesmo. O problema é que aqui na Dinamarca não vende vinho de uvas menos nobres. Então achar um vinho vagabundo se torna uma tarefa difícil.

Ano passado comprei um Merlot, achando que uma uva mais suave e com menos teor de taninos seria vantajoso para essa sobremesa, mas me enganei. Tem que ser mais forte. Mas não tão forte como um Carbenet Sauvignon.

Dessa vez escolhi um vinho francês da Cote du Rhone. Lá normalmente eles fazem vinho com uvas tipo Syrah ou grenache, que eu acho que são mais fortes no sabor e taninos.

Olha, dessa vez o sagu não ficou ruim, não. Aliás, ficou um perigo. Já comi metade da panelada!

Irônico

Achar produtos brasileiros na Dinamarca sempre foi um desafio. Coisinhas como polvilho, mistura pra pão de queijo, azeite de dendê, palmito… essas coisas e muitas outras com as quais estamos acostumados no Brasil, não se encontra na Europa, a não ser em lojinhas especializadas que importam.

Percebo que essas lojinhas, muitas somente online, não sobrevivem muito tempo. Mas sempre dava pra achar alguma.

Mas justamente agora, que eu convidei as meninas do meu trabalho para conhecer meu cafofo e provar uma comidinha brasileira, eu não encontro nenhuma loja. Todas as lojinhas na Dinamarca fecharam.

E o mais irônico, é que fui ao Brasil duas vezes recentemente, e não trouxe nada na bagagem, porque pensei, pra que carregar peso se posso comprar nas lojinhas lá na Dinamarca mesmo. E agora?

Estou olhando o que tem nos países mais próximos, como Alemanha, e Inglaterra, e que entregam no exterior. A maioria não entrega, e os que o fazem, custa super caro. Vou até Berlim nesse fim de semana, e em teoria poderia tentar achar um lugar lá, mas eu estou indo para um festival de forró. Ficar caçando lojinha, quando a agenda já está pra lá de lotada, não estava na minha programação. Principalmente porque Alemanha é muito atrasada em matéria de horário de funcionamente. Tudo fecha no sábado uma da tarde e só reabre na segunda-feira  – na Dinamarca era assim também 18 anos atrás quando vim pra cá, mas agora os tempos são outros… dez da noite a gente acha supermercado aberto… até aos domingos.

Blues

Um amigo meu, forrozeiro de Hamburgo (Alemanha), está passando uma temporada trabalhando na Dinamarca e fomos nós dois pro centro de Copenhague tomar uns drinks.

Eu queria ir ao meu bar predileto, mas estava um frio, mas um frio de matar. Para escapar do vento, acabamos entrando no primeiro bar que vimos.

Não havia muitas opções de coquetéis, mas tudo bem. Uma piña colada quebra um galho.

E conversa vai, conversa vem, de repente começa show com música ao vivo – um banquinho e um violão – numa terça-feira! Eu não esperava. Que surpresa boa, que ótimo repertório e voz maravilhosa. Gostamos particularmente da seleção de blues que o artista tocou.

Durante a pausa, meu amigo foi lá conversar com o cara. Para minha surpresa, ele volta segurando dois CDs e me deu um de presente. Fiquei tão contente.

O músico, Boyan Hristov, veio até nossa mesa conversar um pouco. Gente finíssima, muito simpático. Nos contou um pouco da sua vida, que tinha acabado de passar meses viajando num navio cruzeiro pela América do Sul – trabalhando, tocando para os viajantes.

Pena que tive que ir embora antes do show acabar. Mesmo assim fiquei muito contente de ter tido essa oportunidade.

Aqui na Internet consegui encontrar alguns vídeos. E aqui vai uma demonstração do talento do rapaz. Espero que gostem.

 

Novo hobbie

Estava eu à procura de inspiração para um novo hobby para praticar em 2018, porque quero parar de passar tanto tempo checando Facebook, e quero dar uma pausa nessas viagens para dançar forró e kizomba. Sério, minha conta bancária precisa de uma trégua.

Coloquei no Google: novos hobbies para ano novo
Dois sites no topo dos resultados. Um dizia 7 ideias de hobbies, o outro, 12.

Fui primeiro nas 7 ideias. Que decepção. Era tudo: tricô, crochê, bordado, pintura, costura. Peloamordedeus. Me perdoe quem curte essas coisas manuais, mas eu detesto tudo isso. Não tenho paciência nem pra fazer um remendo ou colocar um botão. Mas eu deveria ter adivinhado. O site se chama Martha Stewart. Esses sites assim são como aquelas revistas femininas que eu também detesto (desde adolescente isso, eita personalidade forte, ou então há algo de errado comigo!)

O outro site, no entanto, apesar de citar tricotar, bordar e crochê como sugestões, foi bem mais interessante e chamou mais minha atenção, pois além de indicar atividades que me interessam, indicava também livros sobre essas atividades com títulos bem-humorados. Atividades que me chamaram a atenção:

  • meditação
  • yoga
  • se aventurar 
  • aprender a cozinhar pratos sofisticados
  • aprender a fazer coquetéis sofisticados 

São boas idéias. Achei que faltou no entanto a sugestão de virar halterofilista, bodybuilder, que é o que tem passado pela minha cabeça. 

Brincadeira, mas tenho pensado seriamente em entrar em boa forma física. Ando muito fracote. Mas vamos ver o que eu vou inventar nesse ano que vai começar…

Qualquer coisa que me ajude a parar de ficar caçando forró, serve.

Tanja

Acabei de almoçar com uma dinamarquesa que morou mais de dez anos em Porto Alegre. Honestamente, ela fala português melhor do que eu. 

Na hora da sobremesa, eu disse que ia pegar uma mimosa; ela disse que ia pegar uma bergamota. 

Ela não conhecia mimosa. Eu não conhecia bergamota. Mas estávamos falando da mesma fruta: tangerina.

Eu sei que em diferentes partes do Brasil a gente dá nomes diferentes às coisas, mas Porto Alegre e Curitiba ficam relativamente próximas, então achei interessante que havia tal diferença no nome.

Uma pesquisa rápida, e a gente encontra ainda mais opções de nomes para a tangerina: mexerica, poncã / ponkan, laranja-cravo, tanja (no Piauí e Maranhão).

Adoro essas histórias!  

Morte Súbita

Morte Súbita (Sudden Death) é o nome de um filme de 1995 que gosto muito, com Van Damme. Não sei porque lembrei disso agora.

No dia 15 de dezembro foi a festa de natal da minha empresa. Vc sabe o povo aqui bebe demais. Demais. E algumas vezes se metem em encrencas. Normalmente a gente ouve boatos de encontros românticos que acontencem, e casamentos que se desfazem logo após essas festas.

Na segunda-feira seguinte, no entanto, as fofocas eram diferentes. Muito mais macabras. Chegou um email para meu departamento, dizendo o marido de uma das nossas antigas colegas morreu e que a colega estava no trabalho na sexta quando a notícia da tragédia chegou.

Todos ficamos curiosos. Eu fiquei sabendo dos acontecimentos em parcelas. Um dia alguém conta uma coisa, no outro dia alguém me mostra o artigo num jornal.

O marido dela, de 43 anos de idade, foi encontrado 9:51 da manhã, naquela sexta-feira, flutuando no mar, no porto de Nordhavn, na parte norte de Copenhague – onde eu morava antigamente.

Como o corpo foi encontrado dessa maneira, saiu uma nota num jornal online, mas não entraram em detalhes. Mencionam que a polícia vai investigar como se tivesse sido um acidente.

Uma morte assim, súbita, aguça a curiosidade da gente. E dias antes do natal. Uma tragédia para essa família.

Ouvi comentários de que o cara era irlandês. O casal tinha dois filhos e tinham se mudado recentemente para um desses apartamentos de luxo na área beira-mar de Copenhague, acho que no porto do sul, Sydhavn ou Amager, não lembro exatamente.

A gente se pergunta o que pode ter acontecido. Será que ele bebeu demais numa dessas festas de natal e caiu na água e se afogou? Mas quem tem coragem de perguntar para a colega se o marido dela dormiu em casa ou já estava desaparecido.

Será que ele se envolveu com alguma gang e foi assassinado? Será que foi suicídio? Tem muito suicida na Dinamarca, principalmente nessa época de inverno. Suicidas normalmente tiram os sapatos, e algumas vezes tiram a roupa toda, antes de pular na água. Quem tem coragem de perguntar detalhes sobre como o corpo foi encontrado?

Será que foi um acidente, num pulo na água, veio uma corrente forte e o carregou?

Li certa vez que ao se afogar o corpo vai para o fundo da água. Somente mais tarde é que flutua. Será que o cara estava desaparecido fazia dias?

Tantas perguntas. Tanta curiosidade. E nenhuma informação. Há certas coisas que a gente nunca vem a saber. Talvez essa seja uma delas.

Uma coisa é certa. Ninguém consegue imaginar a dor que essa família está passando. Perder alguém assim, de supetão, de uma maneira tão inexplicável, não deve ser nada fácil.

O enterro será dia 28. Fizemos uma vaquinha para comprar flores. É pouca coisa, mas é de coração.

Madeira – parte final

Passear por Funchal é agradável. jardins, calçadão à beira mar, centrinho com lojas, mercado. Numa doca vimos ancorado o galeão que passou por nós num dos dias anteriores. A decoração de natal da cidade é bonita, bem feita. Muita gente tocando música na calçada. Até mesmo nas docas tinha música de natal tocando nos alto-falantes, O clima era bem natalino, bem descontraído.

Eu queria ver o jardim botânico da Ilha da Madeira. Dizem ser lindo. Mas por causa dos incêndios que devastaram a ilha uns meses antes (havia um piromaníaco à solta, foi muito triste), o bondinho que subia até lá, estava desativado. No entanto o bondinho que subia até o JardimTropical estava funcionando. Foi um passeio incrível. Havia de tudo, jardim japonês, chinês, cascatas, castelo, passarinhos (engaiolados, coitados).

De lá, numa das ruas laterais, pudemos ver os famosos carrinhos de cestos. Ao invés de descer de bondinho, dá para descer a ladeira nesses carrinhos, puxados por dois homens vestidos à caráter. Parecia bem divertido, mas tinha uma cara de ser daquelas armadilhas para turistas que custa os olhos da cara.

De noite, passeando por Funchal, vimos uma que havia uma corrida. Nos disseram que era de 7 km, com direito a ganhar medalha de participação e tudo. Para quem gosta de correr, fica a dica.

A última coisa que vimos na cidade foram os fogos de artifício. Pensamos em ir até o centro de Funchal e ficar no meio da multidão. Também pensamos em ir num dos navios e ver os fogos do mar, mas nosso hotel nos ofereceu uma outra opção, completamente gratuita: pegar o ônibus do hotel, que nos levaria até a base naval, que fica no topo de um morro, e de lá ver os fogos.

Foi o melhor que fizemos. Foi inesquecível. Fogos sincronizados dos dois lados da ilha. Não é à toa que os fogos de Funchal entraram para os livros dos récordes.

Na virada do ano anterior vimos os fogos em Edimburgo, no festival Hogmanay. Foram lindos.
Na entrada de 2017 vimos em Funchal. Fenomenal.

Acho que daqui pra frente vou começar a caçar lugar para ver fogos, como Londres, Sidney, Rio.

Conclusão: acabei não fazendo nenhuma das caminhadas nas Levadas da ilha, nem vendo o jardim botânico que eu tanto queria. São motivos para voltar um dia com bastante tempo e disposição, e quem sabe a companhia de alguém aventureiro.

Madeira – parte 3

Depois da maratona do dia anterior para chegar na Camara dos Lobos, passamos o dia no hotel descansando, aproveitando a bela vista da sacada do quarto, indo ao spa do hotel: massagem, piscina.

No hotel resolvi puxar conversa com o rapaz que tinha um falcão. Todos os dias de manhã ele estava ali e isso me intrigava. Ele me explicou que o falcão era um modo de manter os passarinhos irritantes, como pombos, fora da área de hotel. Achei interessante a tática.

Esse hotel foi uma boa pedida. Meio longe do centro, mas num local muito bonito, com jardins bem cuidados e com plantas catalogadas e bem identificadas, incluindo uma área dedicada a orquídeas, onde as borboletas faziam a festa.

Durante a noite, alguma flor noturna, espalhava seu perfume por toda a área da piscina e jardins. Eu tinha que passar por ali todas as noites, só para me deliciar.

Depois de descansar bastante, num dos dias seguintes tomamos coragem de ir até o centro de Funchal. Ficamos pensando se iríamos caminhar ou tomar o ônibus do hotel. Lembro que o tal do José Rodrigues tinha dito que levaria 20 minutos até a vila de pescadores, e demorou 3 horas. Ele também tinha dito que do hotel até Funchal levaria 10 minutos andando, pertinho. Ahã. Fomos andando. 10 minutos, né? Eram 45 minutos de caminhada, morro acima. Jesus. Mas foi bom para fazer um pouco de exercício.

A cidade é bonitinha. Visitamos o mercado central. Frutas e verduras lindas, mas os preços são especiais para turistas. Me deram, sem brincadeira, uns 5 maracujás diferentes para provar. Tinha uns ali dos quais eu nunca tinha ouvido falar, e olha que eu adoro maracujá. Me empolguei e pedi uns 6 para trazer para casa. Quando ele me passou o preço, quase tive um treco. 20 euros. Com 20 euros dá para comprar muitos quilos de maracujá em outros lugares. Mas tudo bem. Estou viajando.

Aproveitei e comprei um panetone para matar a saudade, e uma garrafa de licor Beirão, para fazer o coquetel Caipirão no hotel. Realmente nos apaixonamos por esse drink. Melhor que Caipirinha.

Madeira – parte 2

Dia seguinte à chegada, depois do café da manhã, fomos fazer um reconhecimento do local e andar até a vila de pescadores indicada pelo José Rodrigues.

Ele tinha dito que era pertinho, uns 20 minutos caminhando. Eu acho que esse homem nunca andou a pé na vida dele. Deve demorar 20 minutos de táxi. Depois de caminharmos por mais de 90 minutos, resolvi perguntar se estávamos longe, e nos informaram que estávamos na metade do caminho.

Como fazia um sol divino, temperatura agradável, resolvemos continuar a caminhada beira mar e se chegássemos lá, era lucro.

Valeu muito a pena. Vimos grutas, despenhadeiros, um navio tipo galeão, e muitas coisas interessantes no meio do caminho, como a flora local.

A vila de pescadores, Camara dos Lobos, é um lugarzinho super pequeno, bem turístico, porém agradável. Enquanto aguardávamos o horário do trenzinho que subiria o morro e nos levaria até o alto do Cabo Girão, resolvemos provar os coquetéis locais: Nikita, Caipirão, Poncha.

Pegamos o último trenzinho do dia. Somente eu e Carsten éramos os passageiros. A vista do Cabo Girão é realmente muito bonita, pena que indo com o trenzinho, só nos dão 15 minutos lá em cima. Então foi correria. Eu prefiro fazer as coisas com mais tempo. Próxima vez, ou aluga um carro, ou vai de táxi. Carro parece ser a melhor opção, pois a ilha é grande, há muita coisa para ver, e quem quer fazer as caminhadas nas Levadas (que são várias e umas longe das outras), seria uma boa maneira de se locomover e economizar, pois os preços dos passeios com agências são híper caros.

Madeira – parte 1

E assim foi a viagem para a Ilha da Madeira…

Cinco horas de vôo de Copenhague até Funchal. No saguão do aeroporto nos aguardava um taxista, segurando uma placa dizendo Sr. Rodrigues. Bom, não é a primeira vez que me chamam de senhor, então tudo bem.

Assim que eu me identifico como “Sr” Rodrigues, o homem desabou a falar. Ele achava que estavam fazendo uma brincadeira com ele, pois o sobrenome dele também é Rodrigues e em 27 anos trabalhando como taxista na Madeira, ele nunca antes tinha ido buscar alguém com o nome Rodrigues. Então ele puxa a manga da blusa para mostrar uma tatuagem enorme no seu antebraço que dizia: Rodrigues
Linda tatuagem.
E ainda por cima, além de termos o mesmo sobrenome, descobri que ele tinha o mesmo nome do meu pai! José Rodrigues.

Dentro do taxi, esse homem não parava de falar. Nos deu muitas dicas. Uma delas era ir do nosso hotel até uma vila de pescadores e de lá pegar o trenzinho para o cabo Girão. Disse que do hotel até a vila seria uns 20 minutos de caminhada.

Enquanto estávamos no taxi, caiu um toró, mas um toró, daqueles que não dá para ver nem um palmo na sua frente. Foi uma tempestade de verão. Depois de 5 minutos, a chuva sumiu e não voltou a chover por uma semana, só para contrariar a previsão do tempo, que dizia que ia chover todos os dias. Sorte nossa! Carsten viajou comigo.