Vinhedos de Chianti

De São Giminiano fomos almoçar e degustar vinhos numa vinícola ali próxima.

Chegamos num casarão com um jardim muito bonito e bem cuidado, cheio de roseiras e uma fonte… e também cheio de gansos. Como tenho experiência anterior com ganso e sei que eles podem ser mais ferozes que cães de guarda, fiquei receosa, mas nada aconteceu.

No salão, a mesa estava posta, com duas taças de vinho, uma de vinho branco, outra de tinto, e um prato de entrada com bruschetta, frios e salada.

20150519_123053A anfitriã, simpaticíssima e cheia de boa vontade, nos explicou a técnica de provar o vinho.

Depois veio o prato principal e ali eu vi que o meu livro guia tinha razão. Na Itália os pratos não são elaborados. Eles preferem servir algo simples, mas usando ingredientes frescos de alta qualidade. Nos serviram penne ao sugo. Modesto mas gostoso. E para acompanhar vieram servindo vinho Chianti Clássico, que é mais encorpado e tânico que o Chianti comum.

A anfitriã passou pelas mesas nos dando amostras de azeite de oliva e vinagre balsâmico para experimentar.

Para sobremesa nos deram um biscoitinho tradicional de amêndoas, chamado cantuccini.

Italia 563Como acompanhamento serviram um vinho doce e explicaram que você deve seguir uma técnica: antes de comer, você deve molhar o biscoito. É sério, e recebemos até uma demnstração de como molhar o seu biscoito. A anfitriã chamou um casal voluntário para demonstrar e tudo.

Preste atenção, muito importante: segurando a taça de vinho com a mão esquerda, mergulhe o biscoito no vinho e conte até 10. Depois você dá o seu biscoito na boca do seu amado, e vice-versa. Essa cena me lembrou daquele brinde de braços cruzados que os noivos geralmente fazem no dia do casamento.

Eu gostei tanto dessa história de molhar o biscoito, que voltei para casa com uma encomenda de vinho (que foi entregue essa semana) e vários pacotes de cantuccini.

O passeio eu achei bem agradável, o lugar era muito bonito, os vinhos estavam com um preço razoável e eram de excelente qualidade. A comida também estava boa, talvez o único problema tenha sido a quantidade. Foi suficiente para uma mulher que come pouco, porém eu imagino que alguns homens saíram de lá ainda com fome.

Na minha opinião, a única coisa que faltou nessa parada foi dar um passeio pelos vinhedos. Teria sido bem interessante dar uma caminhada entre as videiras. Se bem que depois de tomar 3 taças de vinho, o que cairia bem mesmo, seria tirar uma soneca.

San Gimignano

torresSão Giminiano é a cidade medieval das torres. Na idade média as famílias construíam torres nas suas casas para mostrar que tinham dinheiro. Quanto mais altas e numerosas as torres, maior o poder econônimo. Só para ter uma idéia, no final da idade média essa vila tinha 72 torres. E assim era na maioria das vilas.

Com o passar do tempo as torres foram derrubadas e a maioria das cidade não tem mais torres, no entanto em São Giminiano, ainda sobram 14 torres originais e esse é o atrativo da cidade. A torres e as vistas dos campos de Chianti.

DSCF0849Fora isso, a vila é uma armadilha para turistas: banheiros públicos em péssimas condições, tem que pagar para subir nas torres e para entrar na igreja. A cidade inteira é uma “loja de souvenirs”. Também há vários pequenos museus e vários deles com o mesmo tema. Nós passamos por pelo menos dois museus da tortura. Na frente de um deles tinha uma armadura. Eu fui ao lado dela para tirar uma foto, e assim que me aproximei, a armadura se mecheu. Se fosse câmera escondida, eu teria feito sucesso.

Não preciso dizer que nós não pagamos para entrar em nada. Passamos duas horas agradáveis caminhando nas ruas, encontrando os pontos com vistas panorâmicas, observando o movimento: um grupo de motoqueiros, pessoal caminhando com cachorro, músicos de rua tocando uns intrumentos alternativos, o nosso amigo “garoto rosa-shocking”, descrito no post anterior e um grupo de alemães observando o poço na praça central.

Toscana – primeiras impressões

Para dar adeus à Toscana nós embarcamos numa verdadeira maratona.

8:45 da manhã, encontramos o grupo na estação ferroviária, onde pegaríamos o ônibus turístico. Como a fila para pagar pelo passeio estava lenta, e italiano costuma se atrasar para tudo, eu achei que teria tempo de “marcar território” antes da partida. Aparentemente, foi eu sair à procura de um banheiro, que a guia mandou o grupo seguí-la até o veículo. Quando voltei, vejo a Lu acenando para mim e eu entendi tudo. Dá-lhe correr para alcançar o povo. Ok, o passeio começou com um pouco de estresse, mas também com entretenimento.

IMG_9448Um dos passageiros era um rapaz alto, esbelto e chiquetésimo.
Ele estava vestindo: legging lilás, camisão pink, sandálias amarelas, chapéu palha. Como acessório ele carregava uma bolsa com detalhes rosa e suas unhas da mão estavam pintadas de azul claro. Definitivamente, um colírio para os olhos.

O fato dele estar vestido como uma alegoria chamou a atenção, claro, mas o que mais me chamou a atenção foi o fato dele estar com a barba por fazer. Isso é desleixe puro, e em função disso eu cheguei a especular se ele estava fazendo algum tipo de experimento social – especialmente porque percebi que ele pedia frequentemente para outras pessoas, se elas poderiam tirar uma foto dele. Claro que as pessoas sempre diziam que sim, sorriam, mas a linguagem corporal variava.
Não sei, talvez o problema seja eu, que estou acostumada com meus amigos gays, e eles estão sempre muito bem barbeados e vestidos de maneira sóbria e elegante. Meus amigos também raramente fazem passeios desacompanhados. A comunidade gay é vasta e eles sempre encontram companhia.

Mas vamos deixar esse moço para lá e vamos ao que interessa. O passeio.
Nós achávamos que a guia falaria somente em espanhol, mas ela nos surpreendeu narrando tudo em três idiomas: espanhol, português e italiano. O nosso ônibus estava cheio de brasileiros, a maioria casais, no entanto a passageira que mais nos chamou a atenção estava viajando completamente sozinha.

Era uma senhora paulista de, se não me engano, 62 anos. Simpática e espontânea, ela conversava com todos. Eu simpatizei com ela imediatamente e quando eu “crescer” quero ser pra-frentex como ela: bem-humorada, bem de saúde, mente aberta. Gostei. Só não gostei do tamanho da mala que ela disse estar carregando. Quando ela brincou dizendo que várias vezes teve vontade de jogar a mala despenhadeiro abaixo, eu imaginei o tormento.

Chega de falar dos outros e vamos aos detalhes do passeio. Começamos em São Giminiano, depois fomos almoçar e degustar vinhos na região dos vinhedos de Chianti. A tarde nós passamos em Siena, e antes de voltar para Florença ainda demos uma espiada em Monteriggioni. Vou dividir esse roteiro por partes.

Florença

davEu imaginava que Florença seria uma cidade enorme, e talvez seja, mas os pontos de interesse ficam todos pertinhos uns dos outros, e com boa disposição, dá para conhecer a cidade a pé.

Acho que em menos de uma hora nós vimos as atrações principais todas: a catedral, a cópia do Davi e a ponte velha.

Depois disso nós nos dedicamos a tomar sorvete e fazer compras. Compramos de tudo: vinhos, cashmere, cosméticos, ganso, marreco, papagaio. A empolgação foi tanta que cheguei a considerer se valeria a pena comprar um pauzinho do selfie!

Acho que vale a pena comentar que a cidade é muito agradável. Dá para caminhar com tranquilidade, sem medo. Chegamos até a nos enfiar nuns arredores afastados e sombrios, que Lu chamou de ermo (termo que tia Cris aqui confessa que não conhecia, e tive que consultar o pai-dos-burros quando cheguei em casa), mesmo assim ninguém nos importunou.

onteDepois de andar por essas ruazinhas mais isoladas, nós encontramos restaurantes muito bons, onde jantamos híper bem. Um desses restaurantes tinha sido indicado pelo livro guia que comprei, e nós custamos a encontrar o endereço, mas valeu a pena. Da nossa mesa tínhamos uma vista espetacular do rio e da ponte velha. A comida e o vinho que nos serviram estava um espetáculo. Nós saímos de lá satisfeitas e contentes – contentes a ponto de comprar uma rosa de um vendedor de rua, pagar 5 euros e ainda achar que estava bom! Foi realmente uma noite inesquecível.

E falando em comer bem, me lembrei que fomos almoçar no mercado central de Florença. Quem vem de Paranaguá e pensa em mercado, a gente pensa naquelas barraquinhas vendendo frutas, verduras e, se der sorte, umas barraquinhas vendendo lanche como pastel. No mercado de Florença, no andar superior, há uma praça de alimentação enorme, com todo tipo de comida típica. Tudo parecia ser de boa qualidade, tudo fresco. O local estava cheio, mas cheio de gente.

Antes da viagem eu tinha ouvido falar de um prato típico chamado Lampredotto, que é o estômago do boi, cozido, e eles usam como recheio de sanduíche. Dizem que é muito bom, mas na hora eu não tive coragem. Em compensação, naquela mesma barraca, tinha um panelão bem grande com uma placa dizendo: Trippa alla Fiorentina. Eu pedi para o rapaz me mostrar o que era, e eu reconheci na hora. Era dobradinha! Eu adoro dobradinha e na Dinamarca não vende. Então adivinha o que comi nesse dia? Exato. Matei a vontade e ainda indiquei para uns brasileiros que apareceram na mesa atrás de nós – eu e essa mania de falar com tudo que é brasileiro que aparece!

Antes de ir embora do mercado, passamos na frente de uma “sala de aula”, onde uns turistas estavam aprendendo a fazer pratos típicos italianos. Aparentemente isso é comum na Itália. Em vários lugares e cidades por onde passamos havia aulas de culinária para turistas. Confesso que achei interessante.IMG_9409

E a nossa viagem está chegando ao fim. No nosso último dia na região da Toscana, resolvemos fazer um passeio tipo pacote turístico. Era um passeio de 11 horas, passando por 4 cidades medievais, incluindo almoço em uma vinícola para degustar vinhos regionais, e essa aventura eu conto no próximo post.

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma…. brasileira.
Estávamos no trem de Roma pra Florença. Atrás de mim eu escuto um diálogo frustrado entre uma turista que mal entendia inglês e alguém tentando explicar que ela estava no trem errado.

Nesse mesmo instante eu olho para o painel do trem e vejo que ele diz: Nápoles.
Eu dei um pulo e disse para Lu que achava que nós estávamos no trem errado. Eu já estava psicologicamente pronta para pegar minhas coisas e procurar um atendente para pedir informação, quando a moça na minha frente me assegura que nós estávamos no trem certo. Ela disse em bom português: Esse trem está indo para Florença. Eu também estou indo para lá. O monitor indica de onde o trem está vindo.

Que gente doida essa. Quem é que quer saber de onde o trem está vindo? Eu quero saber para onde ele está indo!

Mas foi um alívio receber essa informação. E depois disso a gente foi puxando conversa a viagem toda. Ela nos deu várias dicas – e dicas boas – da cidade. Disse que o seu marido é guia turístico e por isso ela conhecia tanta coisa. E o resto é como de costume. A gente conta metade da vida da gente ali mesmo, no trem, e aproveita para trocar telefone, email, facebook, whatsapp e trocentos outros modos de entrar em contato.

Confesso que acho engraçadas essas modernidades. As pessoas viram “amigas” nesses meios de comunicação, mas ninguém envia uma mensagem. Se bem que quando voltei de viagem, eu mandei uma mensagem para ela, agradecendo por todas as dicas, e ela me respondeu dizendo que quem sabe um dia a gente se encontre novamente. E depois disso não trocamos mais mensagens – e provavelmente nunca mais vamos, mas o endereço de contato está guardado para posteridade!

Roma, a jornada continua

Continuando a jornada em Roma.

Caminhando e caminhando, acabamos chegando no Vaticano e fomos ver a Basílica de São Pedro. Isso era um sábado.
Naquele dia, a fila para entrar na igreja estava monstruosa. Eu diria que demoraria pelo menos umas 4 horas até conseguir entrar. Claro que não tivemos coragem de enfrentar um martírio desses.

Puxa Cris, foram até lá e não entraram na igreja? Pois é. Mas do lado de fora nós vimos algo especial, que não se vê todo dia. A igreja estava toda preparada para uma cerimônia de beatização, que aconteceria no dia seguinte de manhã. Nós pensamos em voltar lá no dia seguinte e enfrentar a multidão para ver o papa e a cerimônia, mas já tínhamos comprado nossas passagens para continuar viagem e não tinha como conciliar as duas coisas.

Olha, nesse dia estava fazendo um friozinho danado na cidade. Depois de tomar um sorvete muito bom (que eu diria que foi o melhor da viagem toda [e olha que nós tomamos um monte sorvete nessa viagem!]), nós pegamos um táxi e nos mandamos para o hotel para buscar uma blusa de manga comprida. Só depois de um escalda-pé é que reiniciamos nossas atividades turísticas.

20150617_184809Voltamos ao Coliseu para vê-lo iluminado de noite. Eu não sei se foi a emoção de ver as luzes da cidade, ou se eu estava de bom-humor porque estava me sentindo quentinha (depois de morrer de frio e bater queixo o dia inteiro), só sei que caminhando pela calçada, e vendo vários artistas de rua e suas pinturas, eu me encantei por uma imagem. O rapaz indiano nem me deixou pensar direito. Ele perguntou: gostou? E eu disse, gostei. Aparentemente “gostar” é o mesmo de “pode empacotar que vou levar para casa”. Num vapt-vupt ele embrulhou a figura e me vendeu o quadro.

E para terminar o dia com chave de ouro, abrimos o app Yelp e procuramos um bom restaurante nos arredores. Quando chegamos lá, tinha tanta gente esperando por uma mesa, que optamos jantar numa cantina típica, do outro lado da rua.

Foi uma ótima escolha. Comemos bem e nos divertimos. Nos divertimos principalmente com as palhaçadas dos garçons. Eles eram muito animados e fizeram várias brincadeiras conosco. Num momento perguntamos se ele poderia tirar uma foto nossa (nossa, no sentido de: minha e dela) e ele disse, claro que sim! Click. Olha que foto linda!

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No dia seguinte, antes de prosseguirmos para o próximo paradeiro, fizemos um passeio nas redondezas e fomos visitar uma igreja muito bonita na praça da República, e ainda de quebra pudemos escutar um pouco da missa.

Roma

Muito satisfeitas, carregando nossas malinhas, chegamos em Roma e até enfrentamos de bom humor uma fila gigante de 20 minutos para pegar um táxi na estação ferroviária Termini.

DSCF0723Depois de largar tudo no hotel, fomos fazer um reconhecimento do local. A minha idéia era seguir a caminho da praça Espanha, mas acredito que entramos errado em alguma esquina. De repente podíamos ver o Coliseu, que fica para o lado completamente oposto da piazza Spagna. Foi o destinho que quis assim, e foi a melhor coisa que aconteceu.

Chegamos no Coliseu, não tinha fila nenhuma para entrar, e ainda de quebra chegamos 5 minutos antes do tour com guia turístico, e foi nesse que a gente embarcou. A guia foi falando em espanhol, e explicando alguns fatos históricos bem interessantes do local. A única coisa que foi pena, é que a guia não nos levou para ver o subsolo do Coliseu. Mas não tem problema, ficará para a próxima vez!

Depois de rodar no anfiteatro, fomos ver o Fórum Romano e aquelas ruinas todas. Roma é linda, mas dá uma canseira andar naquelas pedras e ladrilhos. O resultado foi que no final do dia não aguentávamos nem andar e acabamos parando em qualquer canto para descansar e comer alguma coisa.

No dia seguinte, nosso dia começou bem. No café da manhã conhecemos o Franklin, um rapaz baiano que morava na Itália há muitos anos. Muito simpático, ele nos contou os casos e descasos de um imigrante na Itália.

Em seguida, para evitar virar errado e parar nos cafundós, resolvemos pegar o metrô até a praça Espanha. Puxa vida, eu tinha altas expectativas para a praça. Eu tinha lido que no mês de maio eles enfeitam os degraus da escadaria com flores. Mas quando chegamos lá não tinha flor nenhuma, e a igreja no alto da escadaria estava toda coberta com uma placa. Triste.

flores2Aliás, Roma inteira está sob restauração. Praça Espanha, vários templos no Fórum Romano, a fonte de Trevi, várias igrejas. Definitivamente esse é o ano das restaurações. Claro que esse é um trabalho que tem que ser feito, mas eles poderiam organizar de maneira que não afetasse todos os pontos turísticos importantes de uma só vez. Coitados dos turistas que vão na cidade com o sonho de jogar uma moedinha na fontana di Trevi e encontram uma bacia no lugar.

(continua no próximo post)

Lei de Murphy

Toda viagem tem uma história para contar. Raramente uma viagem é perfeita e tudo é um mar de rosas. Nossa operação Itália, desde o momento que colocamos o dedo no gatilho e demos o sinal de largada, foi uma bomba atrás da outra. Impressionante.

  • Primeiro eu, 4 dias antes da viagem, me espatifei no asfalto e me quebrei toda.
  • Custaram a me dar o diagnóstico. Primeiro não tinha quebrado nada, depois mudaram de idéia e no dia seguinte telefonaram para dizer que o meu cotovelo está quebrado.
  • O meu prontuário não foi atualizado até hoje (faz um mês), o que está me causando um monte de transtorno com os seguros acidente.
  • Na chegada em Milão, eu aguardava a Lu, e a vejo saindo pelo portão do desembarque sem sua mala.
  • Descubro que a mala não foi a única complicação da viagem. A bruxa estava solta desde a conexão em Londres.
  • Aquela tarde inteirinha a Lu não conseguia escutar nada, por causa da pressão nos ouvidos causada no vôo até Milão.
    Como ela não conseguia ouvir nada, eu me ofereci para ajudar a ir falar com o pessoal de bagagem extraviada, mas um coronel da polícia lá não me deixou entrar no saguão – se bem que ele foi forçado a mudar de idéia pouco depois.
  • No nosso hotel a internet não funcionava de jeito maneira e nós queríamos saber onde estava a mala. Só conseguimos acessar a internet no computador da recepção do hotel, e foi aí que descobrimos que a mala ainda estava no aeroporto de Guarulhos e estava agendada para vir no próximo vôo.
  • No dia seguinte, nós fomos de Milão para Positano, e em função disso tínhamos que saber onde estava essa mala e nos certificar de que eles a entregariam em Positano e não em Milão. Claro que a internet também não funcionava direito e fomos forçadas a fazer várias ligações telefônicas para o serviço de bagagem para saber o andamento do caso.
  • Desesperador foi ver no sistema que ninguém colocou a mala no vôo de Guarulhos para a Itália e a mala ficou mais 24 horas em Guarulhos.
  • No terceiro dia de viagem vimos que a mala estava a caminho, mas a caminho de Milão!
  • Naquela tarde finalmente vimos que a bagagem estava agendada para ser colocada num vôo de Milão até Nápoles ainda no final daquela tarde. Estávamos torcendo para a mala chegar naquela noite ou na manhã seguinte. Mas nada.
  • Liga mil vezes para o serviço de bagagem e eles não querem confirmar onde a mala está. Depois de escutar a mesma ladainha por 4 dias, eu me irritei e rodei a baiana. A atendente ficou tão cansada de mim que ela até desligou o telefone na minha cara.
  • Naquela noite eu fui chorar as pitangas para a recepção do hotel, explicando que a maldita mala não tinha chegado e que no dia seguinte de manhã nós estávamos partindo para Roma. Eu tinha medo que eles viessem trazer a mala para Positano e nós já tivéssemos partido. Eu ainda comentei que se eles me dessem uma confirmação de que a mala estava no aeroporto de Nápoles, que eu iria até lá buscá-la.
  • Deus escreve certo por linhas tortas. Ainda bem que eu fui na portaria falar com a recepcionista e ela estava sabendo da minha história. Uns minutos mais tarde um cara do aeroporto ligou para o hotel para dizer que ia trazer a mala no dia seguinte, mas a recepcionista mandou ele esperar na linha para falar comigo. Eu, mais do que rápido, disse que eu não queria que ele trouxesse a mala. Pedi para ele deixar a mala lá, que eu ia buscá-la no aeroporto pessoalmente, no dia seguinte.

A partir desse momento a sorte começou a mudar..

  • O motorista que ia nos levar de volta para a estação de trem de Nápoles aceitou nos levar até o aeroporto, sem cobrar extra.
  • Na hora de pagar a conta do hotel, curiosamente, as ligações que nós tínhamos feito para o serviço de bagagem da British Airways não foram cobradas. Elas nem tinham sido registradas.
  • Quando chegamos no aeroporto a mala estava lá, e não tinha sido nem aberta nem danificada. A chave estava faltando, mas tia Lu tinha uma cópia!
  • Do aeroporto até a estação o transporte era fácil e barato, e ainda tivemos a oportunidade de vivenciar a cultura italiana de pegar transporte público.

Para comemorar essa mudança de energia nós tomamos uma espumante Moscato d’Asti.
Se eu tivesse que escolher uma música para ser tema dessa viagem a Positano, eu escolheria Oh Sole Mio, mas o destino escolheu outra música: Mamma, son tanto felice.

Costa Amalfitana

O trajeto de Nápoles até a Costa Amalfitana foi muito confortável e tranquilo. Belas paisagens. A motorista do carro (sim, era uma moça!) foi nos mostrando as coisas: do lado de cá, o vulcão Vesúvio, ali a Ilha de Capri, lá Amalfi.

A estrada na montanha entre Sorrento e Positano é estreitíssima, mas as paisagens são deslumbrantes. Cheguei até a pedir para a moça parar o carro, para que pudéssemos tirar uma foto.

Ficamos num hotel muito bacana, com uma vista maravilhosa da sacada do quarto, e ainda de quebra, eles serviam o café da manhã nessa sacada. Nossa, um dia quero voltar lá.

Pelo que entendi, Positano é um local de veraneiro, ou seja, tudo é muito turístico. Em cada canto tinha alguém vendendo algo: uma bela pintura, um morango, perfume de limão amarelo.

Em muitos lugares esbarramos em brasileiros. Como tem brasileiro viajando pela Itália! E os italianos sabem reconhecer quem é brasileiro. Várias vezes nos perguntaram se éramos brasileiras e chegaram até a adivinhar que somos de Curitiba. Pode isso?

Particularmente eu acho que esses encontros com italianos, onde eles fazem algum comentário gentil sobre o Brasil, fazem parte dos pontos fortes da viagem. Um encontro inesquecível foi com o Francesco, um velhinho vendendo suas pinturas na beira da praia. Primeiro ele nos contou uma lorota de que a imagem numa pintura que gostamos era a casa de infância dele, mas depois que ele adivinhou que éramos do sul do Brasil, aí ninguém mais segurava esse homem. Ele parecia uma matraca!

No pé da montanha há uma praia bem pequena com areia escura. Dali saem muitos passeios de barco. Passeios para a Ilha de Capri, para a gruta da esmeralda, para Amalfi. Acabamos escolhendo um passeio até Amalfi. Dali dá para ir até uma cachoeira, ou subir até os jardins de Ravello. Nós não tivemos coragem de fazer a caminhada, que dura mais ou menos uma hora, porque não estávamos preparadas para fazer trilha e eu estava com o braço quebrado. Mesmo assim valeu a pena e deixou gostinho de quero mais.

 

Operação Itália

Então, a primeira viagem de 2015 foi para a Itália. Viajei com minha amiga Lu, leitora assídua do blog (não sei como é que vocês ainda não se cansaram de mim! nem minha irmã não lê mais o blog!) e nos divertimos de montão.

mapaA preparação foi feita com carinho. Decidimos um roteiro que nos permitiria visitar várias regiões da Itália e ter uma idéia do que o país tem a oferecer. Fomos praticamente de norte a sul. No mapinha ao lado eu indiquei as regiões que visitamos com setas azuis.

Como as distâncias são grandes, nós nos locomovemos com o trem bala italiano, o Frecciarossa.

A nossa primeira parada foi em Milão. Ficamos na cidade somente um dia, o que foi um erro da minha parte. Eu deveria ter programado de ficar 2 dias lá.

Nas horas que tivemos livres, fomos apreciar a catedral de Milão e a galeria Vitório Emanuel II, que fica ali do ladinho.

Eu percebi que vários monumentos são dedicados a Vitório Emanuel II, e descobri que ele foi o rei que unificou a Itália.

IMG_9300A catedral é linda, mas não entramos, porque achamos estranho ter que pagar para entrar em igreja. Eu imaginei que custariam uns 10 euros para entrar naquela igreja, mas descobri depois que voltei de viagem que custa 2 euros.

Na entrada, controlando para ver se você tinha o bilhete de entrada,  havia um pessoal uniformizado e armado. Pareciam ser do exército. Até imaginei a cena: “Mãos ao alto! Mostre seu bilhete ou eu atiro!”

Falando a verdade, nós nos arrependemos de não ter entrado naquela igreja. No último dia de viagem, quando voltamos para Milão, pensamos em usar as horas restantes antes do horário do nosso vôo para voltar na igreja, mas bem nesse dia estava chovendo e nós estávamos pra lá de cansadas. Decidimos deixar para visitar a catedral numa outra oportunidade.

No dia seguinte, entramos no trem e fizemos a descida até a Campagnia de uma vez só. Três horas e meia até Nápolis, viajando a 300 km/h, e depois mais 90 minutos até chegar numa cidadezinha muito bacana chamada Positano.

Especialmente

O post de hoje é especialmente dedicado a uma pessoa muito especial, com uma paciência enorme, que além de ler o blog religiosamente, ainda me aguentou por 10 dias na Itália!

Tia Lu, agora que você conhece a Itália, tenho certeza de que vai gostar do filmezinho abaixo, onde podemos ver as diferenças entre Europa e Itália. Depois me diz se você acha que o produtor desse curta metragem tem razão. Beijo

 

Keystone Cops

kpersNo último dia de viagem, dois guardinhas andando na nossa frente e Lu pergunta se, quando correndo atrás de ladrão, esse capacete deles não sai voando.

Imaginei como seria uma cena dessas e me lembrei do jogo de Atari, Keystone Kapers, que, se não me engano, foi baseado num filme ou numa série.

No joguinho o guardinha corria, pulava e dava cacetada sem perder o capacete. Será que na vida real aconteceria a mesma coisa?

Londres

Esse ano está sendo o ano das viagens. Acho que eu nunca tinha viajado tanto num ano só.
Depois de voltar do Canadá, eu pensei que não viajaria mais esse ano, porém cinco semanas mais tarde, estou eu aqui em Londres.

Vim para fazer um curso de três dias, e acabei esticando a viagem por mais três, para passar meu aniversário na cidade.
Nossa, mas tem gente demais nas ruas. Para ter um pouco de sossego, fomos para uns cantos menos conhecidos e demos sorte. Deu para andar tranquilamente, ver aquilo que queríamos ver, mas sem aquela sensação claustrofóbica.
Mas outra hora, quando eu chegar em casa, eu conto como está sendo a comemoração do meu niver.
Esse negócio de sentar no hotel e ficar escrevendo em celular, não é a minha praia.

Visitando o Canadá

Minha viagem de duas semanas pelo Canadá está chegando ao fim. Agora estou numa cidadezinha chamada Gimli, na beira do lago Winnipeg.

Muito calmo aqui. Cidade pequena, não tem nada para fazer. De alguma forma a cidade me faz lembrar de Paranaguá, no Paraná.

A única diferença é que em Paranaguá é rio Itiberê e índios Carijós, e aqui é lago Winnipeg e índios Inuítas.

IMG_9163Eu ia dizer que quando eu voltar para a terra dos Vikings eu iria escrever mais sobre os detalhes da viagem… mas o fato é que aqui também é terra de Vikings.

Para essa cidade vieram muitos imigrantes da Islândia, e para quem não sabe, a Islândia pertenceu à Dinamarca até 1939 acho. Foi durante a segunda guerra mundial que eles se emanciparam, porque a Dinamarca tinha sido invadida pelos alemães e, sob domímio nazista, o governo dina não pode fazer nada quanto à emancipação islandesa.

Bom, mas o fato é que aqui também tem museu do viking e coisas afins.

Parece até que essa história de Viking me persegue, credo.

Vale do Reno

Aqui vão algumas dicas para quem vai viajar pelo vale do rio Reno na Alemanha e fazer a rota dos castelos.

Eu acabei de voltar de viagem, onde passamos uma semana na região, viajando de carro. Nas postagens abaixo eu descrevi a viagem em detalhe, mas a postagem de hoje é somente de dicas.

Se for viajar de carro (ou de trem), antes de decidir a rota e em quais cidades vão pernoitar, eu aconselho a pesquisar o máximo possível. Eu descobri que o preço dos hotéis em cidades menores eram bem mais convidativos e não precisava pagar estacionamento para deixar o carro de noite.

Também descobri que há outras rotas lindas ali perto e dava para tirar um dia de viagem para fazer um roteiro diferente (passeio de um dia), e depois voltar ao roteiro inicial do Reno.

O nosso roteiro foi de Colônia até Wiesbaden, pernoitando em Colônia, Boppard e  Rüdesheim.

O esqueminha abaixo indica as cidades por onde passamos. Eu escrevo as dicas para cada cidade individualmente. Depois sugiro algumas rotas alternativas e por último, digo umas palavras sobre os castelos.

Espero que essas dicas ajudem você a traçar o plano ideal para a sua viagem.

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Colônia (Köln)

Pernoitar em Colônia foi um erro que nunca mais farei. O trânsito na cidade é infernal. Se estiver de carro venha com muita paciência e dinheiro no bolso, porque pagamos 23 euros para estacionar o carro por uma noite.

Cuidado em Colônia: Andar de noite na beira do rio, principalmente na parte norte depois da ponte Hohenzollern é um perigo – perigo de assalto.

Passeios de barco: Percebi que em muitos barcos eles colocam o som do auto-falante bem alto e eles falam o tempo inteiro.

Bonn

A cidade de Beethoven. Fica bem pertinho de Colônia e no mesmo lado do rio. Não passamos por lá porque queríamos evitar trânsito de cidade grande.

Königswinter

Fizemos uma parada de somente algumas horas nessa cidade para ver o castelo do dragão (Drachenburg). Se eu soubesse que a cidade era tão idílica, eu teria pernoitado aqui. Achei tudo lindo e calmo, no entanto foi difícil de encontrar vaga de estacionamento.

Koblenz (Coblence)

Onde o rio Reno e o rio Mosel se encontram. Bem legal pegar o teleférico para ver o encontro dos rios lá do alto, e também para ir na fortaleza lá em cima do morro. Lá em cima tem um jardim bacana e um mirante, onde é bom para caminhar e não precisa pagar. Se quiser entrar na fortaleza, fica mais barato se comprar o bilhete combinado de teleférico e fortaleza.

Achei os hotéis da cidade caros. Uma opção boa e barata seria o hotel Ibis, mas ficava um pouco distante das atrações e nós não queríamos andar muito.

Na cidade tem que pagar estacionamento em tudo que é canto e não é muito barato.

Cuidado com hotéis em frente ao Reno. Do outro lado do rio tem o trilho do trem, e cada vez que passa trem, faz um barulhão infernal, porque o som reflete no rochedo e parece que amplifica o ruído. Então do lado de cá dá para escutar tudo. Imagino que de noite, quando deveria ser mais silencioso, deva ser um barulho infernal. E note bem, passa trem a noite inteira!!

Note que a última ponte para atravessar o Reno é nessa cidade. Depois a próxima é só na cidade de Mainz, à 120 km de distância. Então aqui é o lugar onde se deve decidir por que lado do rio deve-se continar a viagem. Haverá balsa em quatro pontos para atravessar o rio: em Boppard, Sankt Goar, Kaub e Bingen.

Boppard

Eu aconselho pernoitar aqui. A cidade é linda. Aqui tem teleférico, um belo jardim na beira do rio. O muro da cidade medieval continua intacto e é interessante de ver.

O trilho do trem não fica na frente do rio, então dá para encontrar um hotel na beira do rio, se quiser. Nós deixamos o carro num estacionamento e não precisava pagar. Foi ótimo.

Boppard fica à somente 20 km de Koblenz, então é um lugar estratégico para visitar outras cidades e depois voltar para pernoitar.

Daqui nós saímos para ir a Koblenz, mas também para ir para outras cidades no vale do rio Mosel, pois a distância era de somente 30 km.

Daqui também dá para pegar a balsa e ir visitar o castelo Marksburg do outro lado, e se quiser, descer até a rocha da Loreley.

Falando em Loreley. De Boppard saem inúmeros barcos que vão até a Loreley e voltam. É um passeio de 4 horas, se não me engano.

Bacharach

Fiz uma parada de somente cinco minutos nesse lugar. Todo mundo diz que o lugar é lindo. Eu,  não gostei, pois bem na frente do rio tem o trilho do trem que atrapalha a vista, fora o barulho. Talvez andando mais no centro da cidade seja diferente.

Binge

Passamos por Binge para pegar a balsa para atravessar até Rüdesheim. A cidade é relativamente grande e nós sofremos horrores para encontrar o ponto da balsa, pois a sinalização na Alemanha ou é ineficiente ou é inexistente. Passamos tanto sufoco para encontrar essa bendita balsa, que acabamos tendo que parar no supermercado Aldi para comprar um sistema de navegação GPS.

Rüdesheim

Esse é um lugar híper turístico. Só tem turista.

Não gostei do lugar, especialmente porque o trilho do trem fica bem na frente do rio, tapando a vista. Sem falar no barulho, pois o trem passa de 15 em 15 minutos, inclusive durante a noite, e isso não é exagero.

A cidade também não tem nem um caminho decente para fazer uma caminhada na beira do rio. Em comparação com outras cidadezinhas pitorescas na beira do Reno, Rüdesheim é a pior opção, na minha opinião.

No entanto, para quem gosta de comprar umas lembrancinhas diferentes, na rua Drosselgasse tem tanta coisa diferente que a gente fica até louco com tanta variedade.

Sei que tem gente que adora Rüdesheim, no entanto eu gostei mais da cidadezinha chamada Assmanshaus, à 5 km de distância.

Restaurantes: Aconselho dar uma olhada no tripadvisor e pesquisar os melhores restaurantes locais, porque tem muito lugar que é só para atrair turista bobo. Fique atento.

Kloster Eberbach

Li que foi nesse mosteiro que filmaram o filme ‘O nome da rosa’ com o Sean Connery. Como adoramos esse filme, esticamos nossa viagem até lá.

Ficamos muito desapontados. Eles fazem tanta propaganda que foi lá que filmaram o filme, mas durante a visita não se faz nenhuma referência a esse fato. E o exterior do mosteiro não foi mostrado no filme, então fica bem difícil reconhecer o local.

Se você quer ir até lá só porque é o mosteiro do filme, então eu acho bobagem. Mas tirando isso, o lugar é interessante, para ver como os vinhos eram produzidos e armazenados 400 anos atrás.

Na lojinha de souvenirs dá para comprar vinhos da região, mas eu achei que eles não davam nenhuma informação sobre os vinhos (informação para ajudar na hora da compra, como quantidade residual de açúcar, é uma boa safra ou não).

Eltville, Wiesbaden, Mainz

Os livros sobre a Alemanha, que eu comprei para essa viagem, recomendam passeios em Eltville, Wiesbaden e Mainz.

Eu não cheguei a passar por essas cidades, então não posso comentar. Mas Wiesbaden e Mainz são cidades grandes. Imagino que seja como Koblenz e Köln – hotéis e estacionamentos caros, muito trânsito e poucas coisas para ver.

Eltville parece ser uma cidade pequena, como as outras que gostei. Li que a principal atração é um jardim de rosas. Então se vc estiver passando pela região no final de maio ou comecinho de junho, não deve deixar de passar por lá!

Passeios alternativos 

Se você tem tempo, reserve um dia (ou até mais) para visitar algumas cidades no vale do rio Mosel.

Cochem
Nós fizemos uma parada para jantar na cidade de Cochem. Que cidade linda! Se eu soubesse que o lugar seria tão bonito, teria planejado de ficar mais dias na região. Adorei.

Pelo que entendi, além do castelo, aqui também tem um teleférico que leva para um mirante lá no alto.

Próxima vez pernoitarei aqui.

Trier, Bernkastel-Kues

Descendo pela rodovia na beira do Mosel, saindo de Koblenz, vai passar primeiro por Cochem e depois vem Bernekastel-Kues e Trier.

Não pude esticar a viagem até lá, porque achei que ficaria um pouco longe para voltar para Boppard mais tarde, mas pelas fotos, parece que os dois lugares valem bastante a pena.

Limburg an der Lahn

Do outro lado do Reno começa o rio Lahn. Eu me apaixonei por uma foto do livro e vi que a cidade se chama Limburg.

Dava para ir para lá, ou saindo de Marksburg/Braubach e dirigindo pela beira do Lahn, ou então saindo de Wiesbaden e pegando uma estrada secundária. Distância de Wiesbaden era em torno de 70 km.

Limburg é charmosíssima.

Oppenheim, Worms

Para quem tem tempo e pique, continuando a rota do Reno… De Koblenz até Mainz é a rota dos castelos, mas continuando, começa a rota dos vinhos. E não é longe. De Mainz até Worms são 70 km.

As cidades de Oppenheim e Worms parecem ser fascinantes. Ouvi dizer que o museu do vinho de Oppenheim é digno de uma visita, e que é bem melhor e mais completo que os museus de vinho de Rüdesheim e de Koblenz (dentro da fortaleza).

Castelos

São inúmeros os castelos, burgos e ruínas que se encontra no vale do Reno. Eu nunca tinha visto tanto castelo junto antes.

Só parei para visitar 3 castelos e entrei em dois deles. Afinal, haja dinheiro para pagar entrada em tudo que é castelo.

Drachenburg

IMG_8816É um burgo pequenininho, que fica no alto de uma colina, o Drachenfels, na cidade de Königswinter. Dá para subir de trem, e eu aconselho a fazer isso, ou suber à pé pela ladeira (que foi o que eu fiz e depois fiquei moída por vários dias e estragou um pouco a viagem, pois eu não tinha pique para mais nada).

A entrada para o jardim do castelo não é gratuita. Tem que pagar o bilhete de entrada para ter acesso ao jardim. Em 2014 custou 6 euros por cabeça para entrar. É possível visitar o castelo sem ter que acompanhar um grupo de visita guiada. Você escolhe o que quer ver e faz o passeio no seu próprio ritmo. Acho isso ótimo.

Como é uma propriedade privada, dá para alugar as salas de lá para eventos. Percebi que além da escadaria, há elevador dentro do castelo.

Lá no alto do castelo tem uma cafeteria, com uma vista linda.

Para estacionar ao lado da estação de trem é praticamente impossível. Mas há estacionamentos alternativos lá em cima do morro. Acho que eram os estacionamentos P7. Lá em cima era gratuito, mas depois tem que descer tudo aquilo a pé.

Uma dica para quem vai subir a ladeira a pé: Compre várias garrafinhas de água antes de subir. Nós compramos uma garrafinha antes de subir e o preço era de 1 euro. No meio do caminho deu uma sede terrível e lá em cima tivemos que pagar 2,50 euros por uma garrafinha!

Marksburg

Eu tinha feito tantos planos para visitar esse castelo, e no final das contas, não deu tempo. Li que esse é um dos poucos castelos que sobrevireram intactos por todos esses anos e guerras.

Se não me engano a entrada é 10 euros por pessoa, mas detalhe: não pode entrar sem ser junto com grupo de visita guiada. Pelo que entendi a maioria dos tours são em alemão, e há dois ou três por dia que são em inglês.

Pena isso. Eu, por exemplo, não tenho paciência para ficar escutando um guia falando um montão. Prefiro olhar tudo com calma, em silêncio, e ter liberdade para poder voltar para ver algo que gostei, ou sair o mais rápido possível de uma sala se eu não gostar ou se tiver gente irritante.

Se não me engano, só é permitido tirar foto na armoraria, mas não no resto do castelo.

Burg Rheinfels

Lindo. Passei na frente dele e não parei. Me arrependi.

Burg pfalzgrafenstein

Fica numa ilha bem no meio do Reno. É de 1325 e era onde se pagava o pedágio para navegar no rio.

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Burg Rheinstein

Custou 5 euros por pessoa e podia ir e vir à vontade. O estacionamento também era gratuito por até 2 horas de visita.

Dentro não tem muita coisa para ver, mas o jardim no pátio central do castelo é muito agradável. A vista lá de cima também é linda.

Pena que durante minha visita, a lanchonete do castelo estava fechada. Eu gostaria de ter feito uma pausa ali, tomado um lanche enquanto apreciava a vista dos vinhedos e do rio.

Burg Eltz

Bom, esse castelo não fica no Reno (região Rhineland-Pfalz), mas sim na região do rio Mosel, perto de Cochem (região Rhineland-Palatinate). Fica numa montanha meio escondidinho.

Esse também é um castelo que nunca foi destruído, e a família Eltz mora lá até os dias de hoje. Como é uma residência particular, não é permitido tirar fotos lá dentro, e para entrar é somente junto com um grupo de visita guiada.

IMG_8947Assim como no Marksburg, as visitas guiadas em inglês são poucas, duas ou três vezes ao dia. As outras são em alemão. Nós não entramos no castelo, mas o preço era em torno de 10 euros por cabeça.

Provamos a cafeteria do castelo e foi muito bom. A comida era bem gostosa.

O bosque, jardim, ao redor do castelo parecia ser lindo. Mas nós estávamos cansados demais para descer aquela escadaria toda.

Ah sim, do estacionamento até o castelo são 1200 metros bosque adentro, descendo a ladeira. Ou seja, na hora de ir embora, tinha que subir a ladeira. Para quem deseja, há um micro-ônibus que leva do castelo ao estacionamento e custa 2 euros por pessoa por trecho. Isso me lembra que também me custou 2 euros para estacionar o carro na clareira do bosque – uma exploração!