Diazinho

Ainda bem que a maioria dos nossos dias são dias bons e produtivos. Mas há aqueles dias em que dá vontade de sumir do mapa. Incrível a quantidade de coisas (ruins) que podem acontecer num dia só.

Pense num indivíduo que durmiu mal de noite. O despertador tocou 5:30 da manhã para chegar à academia 6:10 para fazer pela primeira vez na vida cross-fit (que foi mais um tipo de circuito, mas tudo bem).

Já na primeira rodada do circuito, a pessoa se machuca, um tipo de distensão muscular. Lá vai o treinador buscar gelo. 20 minutos ali deitada no chão, enquanto o povo continua com o treinamento (e justamente agora que eu estava tão motivada para começar).

Então volto para casa mancando. Nesse dia estavam agendados tanto um pintor quanto um pessoal especializado em consertar eletrodomésticos para ir no apartamento ver uns problemas. Chega a pintora, assim que ela lixa o local antes de começar a pintar, começa a pingar água. É uma infiltração. Agora tenho dois baldes no meio do meu quarto e aguardando a administradora mandar a pessoa correta para ver o problema.

Enquanto eu aguardo o povo dos eletrodomésticos virem olhar a geladeira e o fogão, ambos com problema, me deitei para colocar mais gelo na perna.

Toca o telefone e eu atendo sem nem olhar o número porque achei que fosse a pessoa dizendo que estava a caminho. Eis que é uma mensagem eletrônica, e eu desligo na hora.

Por um acaso, eu vou ver o quanto de telefone e internet eu já tinha usado esse mês e ver minha conta, quando vejo que terei que pagar 45 coroas (uns 20 reais) só porque eu atendi aquele telefonema por 3 segundos. Um telefonema via satélite com número internacional começando com +881.

Imediatamente telefonei para minha companhia telefônica perguntando como pode ser que eu tenho que pagar tudo isso (que é o equivalente a 50% do valor que eu pago por mês para ter telefone e internet) só por ter atendido um telefonema. E eles me explicaram que é golpe, e que muita gente tem que pagar mais de mil coroas. Que eu dei sorte. Dessa vez eles iam reembolsar esse valor da minha conta mas que não fariam novamente, e eu deveria prestar atenção.

Depois que eu atendi o primeiro telefonema, estão me ligando de +881 o tempo todo. E não adianta bloquear, porque cada vez é de um número diferente. E eu não posso desligar o infeliz do celular porque estou esperando esse monte de gente que vai consertar os problemas no apartamento. Aff, ninguém merece.

Então, com duas horas de atraso (e eu já tinha perdido 4 horas do meu horário de trabalho), chega o cara da cozinha e sem pressa nenhuma faz a avaliação dele. Eu achei que ele ia consertar os troços, mas não. Veio somente para pegar o número de série do refrigerador e do fogão. Me explicou que a geladeira terá que ser trocada, e que o fogão ele vai avaliar se é mais barato trocar a placa de vidro ou se comprar um no fogão.

E para finalizar o dia… enquanto eu arrumo o quarto com aqueles dois baldes, vejo que tem mofo no meu colchão. Eu não tinha reparado isso antes, porque normalmente saio de casa quando está escuro e só volto de noite. Nunca estou em casa de dia. Mas hoje, com toda aquela luz entrando pela janela, deu para ver direitinho. 

Lavei a capa do colchão, mas mesmo assim não pareceu que removeu nenhuma das manchas. Mas eu estou mais preocupada com a minha saúde, em estar dormindo em coisa mofada. Vamos ver como esse dia vai evoluir. São apenas uma da tarde e o dia continua. Dá até medo!!

Atualização: para acabar o dia com chave de ouro, entro no ônibus e me agarro numa barra que estava desparafusada e ela bate com tudo no meu rosto. Fiquei com medo até que deixaria uma marca roxa. 

Ufa, sobrevivi o dia de ontem. Hoje está bem melhor… acordei com barulho de goteira nos baldes e com torcicolo. Já marquei massagista. 

Entro em contato com a administradora do apartamento, e o cidadão está de férias até o fim do mês. Será que vou ter que dormir com goteira no quarto por mais duas semanas? Afff

Royal Run

Quer vir à Dinamarca e correr na rua junto com o príncipe Frederik, futuro rei?

Ano que vem, 21 de maio de 2018, ele fará 50 anos e para comemorar, convida todos para correr com ele nas ruas da Dinamarca.

Será um dia todo de corrida. Ou uma milha (1,6 km) ou 10 km.

Ele correrá nas cinco maiores cidades do reino: Aalborg, Aarhus, Esbjerg, Odense, Copenhague.

Nas primeiras quatro cidades ele correrá uma milha com os habitantes.

Já quando chegar na capital, correrá 10 km e todos estão convidados.

Dia 21 de maio será uma segunda feira mas é feriado de pentecostes na Dinamarca. Eu imagino que essa corrida vai entrar pra história. Vamos torcer para que faça bom tempo!

Cine

Ir ao cinema virou uma nova experiência, tanto pra melhor quanto pra pior.

A tela IMAX é fantástica, a qualidade de imagem e som também melhorou infinitamente.

Barulho da plateia continua igual. Pipoca, bolacha, barulho de papel de bala, chocolate, conversinhas paralelas.

Mas a coisa que mais mudou é a hora que realmente começa o filme.

Antes eram 15 minutos de trailers e então começava.

Hoje são 15 minutos de comerciais chatos, mais 15 minutos de trailers. Que saco isso. Dá vontade de chegar com quase trinta minutos de atraso.

Sem falar no som que está incrivelmente alto. Ninguém merece.

Já estou cansada e ainda tenho que encarar três horas de filme Blade Runner.

Niver

Aprendi na Dinamarca que a vida deve ser celebrada. Todo aniversário deve ser comemorado, e se for um “aniversário redondo”, como eles dizem (fechando uma década) aí a comemoração deve ser dobrada.

Nos meus 30 eu chamei a moçada para ir lá no meu, na época, novo cafofo.

Nos meus 40 eu queria fazer uma viagem exótica. Aí me perguntei, por que ir lá pra conchinchina se posso ir ao meu país que também é um lugar exótico?

E assim eu comemorei meu niver. Num festival de forró, o Rootstock, em Belo Horizonte. Foi FENOMENAL!

E para fechar com chave de ouro, uns dias no Rio, que é um lugar que não visito há 17 anos.

Além de curtir as belas paisagens, calor e praia, provei uma cachaça de castanha com folha de jambu, que anestesia a boca da gente; encontrei antigas amizades; e dei uma de aventureira!

1 a 1

Hoje não foi um bom dia para sair de casa, apesar do belo sol.

Fiquei de visitar minha boa amiga Lilian, e daqui de casa só preciso entrar no ônibus que para na frente do prédio e descer na esquina da casa dela.

Num domingo, quando cheguei na rua, achei estranho a fila de carros andando bem devagar. E vi tb que tinha acabado de perder o ônibus. Vendo aquela fila, que eu não imaginava o motivo, concluí que o próximo ônibus iria demorar.

Resolvi andar até a praça para pegar outra linha que me levaria ao metrô. Essa seria uma boa opção. Mas foi eu entrar no ônibus da linha alternativa que vi o meu ônibus preferido chegar. Saltei então no próximo ponto e troquei.

Mas esse ônibus estava cheio demais. E muitos rapazes estavam com um cachecol branco e vermelho. Suspeitei que teria jogo de futebol, mas não sabia que hoje era o dia do jogo Dinamarca contra Romênia, classificatórias para a copa do Mundo.

Não preciso dizer que o trânsito virou um inferno. Isso eram 3 e meia da tarde, e o jogo seria somente 18h.

Fui embora da minha amiga em torno das oito e meia e achávamos que o trânsito já estaria mais ameno nesse horário. Ledo engano.

Cheguei no ponto estava marcando que o ônibus chegaria em 10 minutos.. Então muda para 11 minutos. Resolvi caminhar até o próximo ponto ao invés de ficar ali no vento passando frio.

No próximo ponto dizia 8 minutos… Caminhei até o próxima, dizia 9 minutos, e assim foi por 40 minutos de caminhada. Esse ônibus só passou por mim 45 minutos mais tarde quando eu já estava 8 minutos de caminhada de casa. E aí passaram 5 ônibus dessa mesma linha, um atrás do outro!!!

Ainda bem que vim caminhando. Fiz exercício, peguei ar fresco e um pouco de chuva… Melhor que ficar irritada num ponto de ônibus esperando por horas.

O jogo terminou em 1 a 1. Nem sei se isso garante participação da Dinamarca na copa.

Pinguça

E não passou nem três semanas e já estou de volta a Aarhus. Sim, novamente o que me traz à cidade é minha boa amiga. Vamos comemorar o aniversário dela.

Última vez bebemos horrores. Ela tinha uma garrafa de catuaba com açaí e eu tinha levado uma garrafa de Netuno, bebida de gengibre do sul da Bahia.

Dessa vez sei que me aguarda meia garrafa de netuno e uma garrafa inteira de um licor artesanal típico de Aarhus, feita de maracujá. Ainda não provei, mas se for docinha, aí lascou. Vamos tri-alegres para a festa brasileira de noite, hahaha.

Gente esse fim de semana pelo visto está sendo o fim de semana da bebedeira.

Ontem fui a uma degustação de vinhos da Serbia. Última vez que fui num evento assim, foram 4 vinhos franceses e eles serviam exatamente 150 ml no copo.

Dessa vez paguei um preço semelhante e incluía jantar. Fiquei realmente impressionada quando tinha oito vinhos no catálogo de degustação e mais um diferente para a hora da janta. E não era somente 150 ml não.

Eu que fico meio tonta com uma taça de vinho, imagina como eu estava no final desse evento. Especialmente pq só serviram comida no último vinho. Todos os outros foi no estômago vazio. Voltei me arrastando pra casa! Risos

Mas foi uma noite super agradável, até o instrutor de spinning do clube da empresa estava no evento. Ah, esse evento é no clube do vinho da minha empresa, então é um evento entre colegas, mas é possível trazer convidados que não trabalham na empresa, mas em compensação, o preço para não-membros é o dobro e aí já achei caro. Bom, mas valeu demais a experiência. Já estou contando as horas para a próxima.

Viagens 2017

Acabei de voltar do festival de forró de Amsterdã. Ano passado tinha sido o melhor festival pra mim. Esse ano Amsterdã foi muito bom, mas não foi o melhor festival.

Munique na Alemanha, em termos de organização, locais de festas, bandas, continua sendo o melhor que eu fui na Europa. Em termos de boas danças, diria que o páreo entre Amsterdã e Munique está empatado. Muita gente que dança bem nesses lugares, dancei horrores em ambos festivais.

Agora estou aqui em casa fazendo planos para os próximos festivais. Isso sempre acontece, não somente comigo, mas com muitos forrozeiros. A gente volta de um festival com a energia lá em cima, e já começa a fazer planos para novos festivais. É como um vício, que a gente quer sentir aquela euforia novamente, e em breve. Haja dinheiro e saúde pra tantas viagens e festivais.

Em 2016 fui em tantos festivais e eventos, que nem eu acredito que viajei tanto assim para dançar.

Esse ano, 2017, eu tinha planos de viajar bem menos, mas pelo visto, está difícil pisar no breque. Eu também tinha dito que iria menos pra Alemanha, e também não estou cumprindo essa promessa.

A única promessa que cumpri foi de ir ao Brasil para dançar forró no meu país e comemorar meu niver num festival de forró brasileiro.

Viagens 2017

  1. Ilha da Madeira, Portugal – Ano Novo
  2. Berlim, Alemanha – Janeiro – Festival de forró Psiu!
  3. Munique, Alemanha – Fevereiro – aniversário de um amigo forrozeiro
  4. Gotemburgo, Suécia –  Fevereiro – Festival de kizomba
  5. Londres, Inglaterra – Março – Festival de Forró London
  6. Basel, Suíça – Março – Festival de Forró Just Dance
  7. Amsterdã, Holanda – Março – encontrar minha amiga do Acre que veio pra Europa
  8. Oslo, Noruega – Abril – Festival de kizomba
  9. Barcelona, Espanha – Abril – encontrar meu amigo forrozeiro para dançar lindyhop
  10. Stavanger, Noruega – Maio – Festival de kizomba
  11. Munique, Alemanha – Maio – Festival Munique Dança Forró
  12. Berlim, Alemanha – Junho – Aniversário do grupo Tome Forró
  13. Itaúnas, ES, Brasil – Julho – Festival de Forró FENFIT
  14. Caraíva, BA, Brasil – Julho – Eventos de forró e natureza!
  15. Amsterdã, Holanda – Setembro – Festival de forró
  16. Belo Horizonte, MG, Brasil – Outubro – Festival de forró Rootstock
  17. Rio de Janeiro, RJ, Brasil – Outubro – forrozinho no clube democráticos e voo de asa delta
  18. Freiburg, Alemanha – Dezembro – Festival de forró
  19. Lisboa, Portugal – festival o Baião em Lisboa.
  20. Hamburgo, Alemanha – forró de São Silvestre, na virada do ano.

20 viagens. Bem menos que ano passado, mas meu ideal ainda é diminuir para menos de 10. Vamos ver como será ano que vem. Se bem que eu já tenho três viagens programadas para 2018! Eu não tomo jeito, rsrs.

Salsera

Eu não contei essa pra vocês ainda, mas semana passada, na quarta-feira, eu me reuni com os latinos aqui da minha empresa para um almoço e no retorno para o escritório, um jovem espanhol me perguntou se eu queria fazer aulas de salsa com ele, mas eu tinha que responder praticamente na bucha porque as aulas começavam já naquela noite!

Perguntei então se era salsa cubana, porque eu não sou muito fã de salsa americana (cross body), e também perguntei se seria iniciantes (que eu não queria, pois não tenho muita paciência pra dançar com uns caras duros que demoram séculos para aprender um passo básico). Ele me assegurou que era aula de intermediários.

Quando eu vi que o endereço do local não era muito longe, pensei comigo mesmo, por que não? Eu não gosto muito de salsa, mas aprender uns passos não faria mal e não estava caro. Além do mais, eu estou precisando conhecer gente nova.

Cheguei lá, a aula é dentro do prédio da piscina local. Aqui tem esses clubes de piscina da prefeitura, e esse é até bem chique, tem spa, massagem, saunas, banho turco, e um monte de coisas. 

Na aula somos somente 3 pares, mas esse povo “intermediário” não sabe nem distinguir a perna direita da esquerda. Peloamordedeus. Mesmo assim está sendo bom aprender uns passos, rir um pouco, sair de casa. 

E eu que nunca pensei que dançaria salsa, pois eu não tenho saco para esse tipo de música. Agora, uma bachata, kizomba, lindyhop, blues… essas outras danças eu gosto e adoro a música!

Falando em swing lindyhop, hoje de noite tem uma festa lá na escola onde eu fiz umas poucas aulas particulares, só para aprender uns passos, e eu vou, e ainda por cima vou ser voluntária na portaria por uma hora, cobrando as entradas, para entrar de graça e ganhar um drink! hahaha

DHL Staffet

Para quem não conhece a sigla DHL, é um serviço de entregas rápidas aqui na Europa, é algo como o Sedex brasileiro ou o Fedex americano. 

Staffet quer dizer estafeta (em português luso), que é aquele bastão que se passa adiante nas corridas de revezamento.

O DHL é o patrocinador da maior corrida de revezamento do mundo, que ocorre aqui na Dinamarca, e esse ano me convenceram a participar. (Esse ano estão me convencendo a participar de um monte de coisas doidas!)

A corrida é para funcionários das empresas, tanto públicas quanto privadas, e os funcionários podem se organizar em grupos de 5 pessoas, para correr os 25 km do percurso, cada competidor corre 5 km e entrega o bastão para o próximo.

Muita gente participa só pelo social, para se divertir, pois nem todo mundo consegue correr 5 km em menos de 20 minutos. Eu, por exemplo, tive que caminhar a maior parte do percurso, ou meu coração ia se jogar pela boca. Mesmo assim fiz em 42 minutos, 8 min/km, não está tão mal. Meu tempo é o que aparece numa das fotos como “tur 4”.

Se eu não me engano a corrida DHL Staffet, como é chamada na DK, ocorre em 5 cidades. Ano passado foram 206 mil pessoas correndo.

Só em Copenhague são 120 a 150 mil. Eles dividem o povo em 5 dias de corrida e aqui corremos no parque Faelled. São 5 mil grupos por dia. O meu grupo tinha número 1356, eu fui a corredora número 4, e corremos na segunda-feira dia 28.

Terrível correr na grama e sobre um tapete que eles colocam lá. Teve uma hora que eu estava tão cansada, que tive vontade de jogar tudo pro ar, e detalhe, eu não tinha ainda nem passado a faixa de 1 km. Mas eu terminei o percurso todo. No dia seguinte não senti dor no corpo, mas hoje, dois dias depois, estou com dor em cantos do corpo que e nem sabia que existia!

Mas valeu a experiência. Minha empresa correu com 420 colegas. Mas tinha empresa lá que tinha mais de 3000 corredores participando. Era um mar de gente com a mesma cor de camiseta.

Ano que vem, se me convidarem, não sei se vou participar. Esse ano tive sorte de principiante, até com o tempo dei sorte, fez sol e calor. Quem sabe ano que vem me inscrevo nos grupos que fazem 5 km de caminhada ao invés de correr. Pareceu animado. Enquanto a gente se matava para correr de um lado, do outro lado da rua a gente via o povo vindo caminhando em grupo, tranquilamente, escutando uma musiquinha, batendo papo… muito mais light!

 

Pescador

Escolhi esse título e imediatamente me lembrei de duas músicas de forró que se chamam Pescador e que são muito boas. Mas a história de hj não tem nada a ver com forró.

Estou revendo as postagens antigas e limpando um pouco, especialmente aquelas que tem link par algum vídeo de YouTube que não existe mais, até que achei a história de dezembro de 2012, falando dos pescadores que pescam usando aves.

História de pescador

Eu nem me lembrava que tinha postado isso, mas agora entendo porque eu reconheci essa atividade num dos quadros que tenho aqui em casa.

Curiosamente, o quadro que tenho sobre o piano é do nascer do sol, as montanhas, o rio, e bem pequenino no meio tem um barquinho de pescador, e outro dia eu estava olhando essa foto com mais calma, e reparei que sobre o barquinho tinha as aves junto com o pescador. Imediatamente eu reconheci a prática de pesca, mas somente porque eu tinha publicado no blog. Viu, tia Cris trazendo mais informação para vocês, kkkk

Uma Limpa

Chegou a hora de fazer uma limpa geral no blog. Uns tempos atrás, quando o blog estava quase abandonado às moscas, eu achei até que ia chutar o pau da barraca, e deletar tudo, mas aparentemente eu estou de volta à ativa, com várias histórias.

No entanto para liberar espaço para novas fotos e histórias, preciso começar a limpar as histórias antigas. Esse processo também será bom caso algum dia o Carsten não possa mais ser o host do meu website e eu tenha que achar uma empresa de webhost e tenha o que pagar. Normalmente o preço varia de acordo com o tamanho do site, e eu tenho gigas demais com as fotos todas, não só no blog, mas em Cris.dk também.

Sei que tem leitores aqui que me acompanham desde a primeiríssima postagem, por isso estou avisando. Mas meu primeiro passo será deletar aquelas postagens com mensagens sem muita importância. As histórias mais elaboradas vou manter.

Se acaso tiver algum post pelo qual vc tem um carinho todo especial, me avise. Já pensou se eu deleto justamente esse?

Meus posts preferidos são os das histórias, como o do dia que o fogão novo foi entregue na minha casa antiga, e teve que ser trocado três vezes. Kkkk

E vc, lembra de algum post especial?

Falsificado

Gente do céu, mas esses chineses falsificam de tudo mesmo.

Esse mês eu estou fazendo Bikram Hot Yoga e o suadouro é uma coisa de louco. Para quem não conhece, essa forma de yoga é praticada numa sala aquecida a 40 – 41 graus com umidade entre 40% e 60%, por 90 minutos, mas é indicado entrar na sala e se aclimatar 10 a 15 minutos antes, e depois da prática, ficamos ali deitados um pouco fazendo um Savasana (corpo morto) para que o corpo descanse um pouco. Então são quase duas horas de suadouro intenso, e a gente perde muitos minerais.

Eu não sou fã desses produtos como Gatorade, então me indicaram duas coisas. Água com limão e sal, ou tomar água de coco, que naturalmente contem eletrólitos. No próprio estúdio de yoga eles vendem água de coco em caixinha, mas por um preço exorbitante, claro. 25 coroas por 200 ml.

Vi uma menina com uma embalagem de 1 litro de água de coco, e ela me disse que comprou no quiosque tailandês na rua das prostitutas, e pagou 30 coroas. Não achei caro, mas também não consegui encontrar esse bendito quiosque.
Fui então no japonês e achei uma caixinha de 200 ml por 10 coroas. Vim toda contente para casa.

Ontem, depois do meu exercício, resolvi provar a água de coco e que decepção. Primeiro achei que o negócio estava adocicado demais, e tinha gosto de coco, mas não necessariamente de água de coco.
Foi aí que olhei a tradução: Produto da China. Ingredientes: água, açúcar, leite de coco 2%.
Fala sério! E os meus eletrólitos!?

Nesse dia comprei também uma caixinha de caldo de cana. Agora estou até com medo de provar. Deve ser feita com água de chuva, açúcar e mato selvagem. Jesus.

Nota: provei o caldo de cana, ou melhor, suco de cana. Esse mundo está todo virado. Suco de cana sem açúcar e água de coco doce. Nunca mais caio nessa cilada!

Aarhus

Passei o fim de semana em Aarhus, na Jutlândia, visitando minha amiga.

O modo mais rápido e barato de chegar lá é indo de “carona”, pelo sistema GoMore.

Dessa vez dei sorte, tanto com o ponto de encontro para a carona, quanto com o tipo de gente que veio no carro. Imagina que o motorista mora em new york, estava aqui só a passeio e contou que conheceu a mulher dele participando de um programa de televisão, onde eles fazem testes psicológicos, acham a sua metade da laranja, se vc aceitar, vc se casa com a pessoa e a conhece somente no dia do casamento. Tudo isso televisionado como big brother, e te enviam para uma viagem de lua de mel de uma semana, e as câmeras te acompanhando o tempo todo. Entretenimento puro essa história.

Ainda para apimentar mais a viagem, o rapaz sentado no lugar do passageiro da frente se interessou pela garota sentada ao meu lado, e na saída no porto, ele me perguntou se eu achava que ele deveria escrever pra ela. Eu disse claro! Vc não tem nada a perder.

Cheguei de noite, fui direto pruma festa de kizomba, e dancei até altas horas. De lá o pessoal foi ainda festar mais na cidade, mas eu fui dormir na casa da minha amiga. Detalhe, minha amiga foi festar e eu fui achar o apartamento dela sozinha. Risos

Sábado tínhamos tantos planos, mas acabou que ficamos dentro de casa conversando, bebendo umas biritas que eu trouxe do sul da Bahia, e treinando uns passos de forró. Ficamos bebinhas.

Uma da manhã resolvemos dar uma volta. Numa rua na beira do canal há muitos barzinhos para dançar e beber. Entra num, dança um pouco, vai noutro. Acho que entramos nuns cinco. Rsrs

Domingo fomos dar uma espiada no jardim botânico. Estava tendo uma corrida de minicarros malucos, a Red Bull Soapbox Race, que percorre o mundo. Estava engraçado demais. Uns carrinhos feitos em casa, o povo fantasiado, descendo a rampa a toda velocidade e tentando terminar o percurso. Cada batida. Nego voando para fora do carrinho, divertido demais.

corrida red bull

Foi um ótimo fim de semana.

Agora estou na balsa no caminho de volta. A mulher da carona da volta chegou atrasada e quase perdemos a balsa. Por uma coincidência enorme, o rapaz que veio no carro na sexta, o que se apaixonaou pela menina, também está pegando carona no mesmo carro que eu para o retorno e me disse que mandou uma mensagem para a garota! Genial

Daqui a pouco chego em casa, estou morta, mas não tanto quanto o povo do meu lado aqui na balsa…

Submergiu

Ontem fui a uma degustação de vinhos com o povo do trabalho e está todo mundo comentando de uma história louca que ocorreu aqui em Copenhague. Não, ninguém estava bêbado ainda. Essa história doida eu escutei assim que cheguei. Estávamos todos sóbrios, juro! rs

Como eu não assisto TV nem leio jornal, justamente porque só se fala em notícia ruim, eu fiquei boquiaberta ouvindo os relatos. Detalhe, quem me contou leu a notícia no jornal da Turquia, então eu fui procurar em português e achei, mas não com todos os detalhes que ouvi ontem.

Imagina um cidadão que construiu ele mesmo 3 submarinos para uso particular. Onde esse homem estaciona esses submarinos, eu adoraria saber. 

Ouvi também que ele está metido na construção de um foguete.

Mas a história é que ele está preso, acusado de matar uma mulher no submarino dele. Mas até agora não encontraram o corpo dela.

As teorias são muitas, pelo menos do povo ontem, de que ela tenha fugido e está curtindo a vida na Tailândia, ou sabe-se lá. 

Cada doido nesse mundo. Quem precisa de 3 submarinos privativos? E aí, gata, quer dar uma voltinha no meu submarino?

Notícia em português